Tudo começou assim...
Luiz Carlos e Penélope. Esses são os nomes dos idealizadores e organizadores do Baile da Penélope. Tudo começou em 1997 quando o Luiz conheceu a Penélope, que adorava dançar e já fazia aulas de dança de salão. Muitas vezes os dois foram a bailes onde a Penélope era tirada para dançar enquanto o Luiz somente ficava sentado olhando. Foi então que, ao mesmo tempo em que isso o fez sentir-se mal, serviu como incentivo para que o mesmo iniciasse uma aula de dança.
e vieram as primeiras aulas...
Matriculou-se, junto com a Penélope, na Academia de Dança do Jaime Aroxa, no Méier. Com o tempo, os dois foram se desenvolvendo juntos. Lá aprendiam bolero, soltinho e forró. O que no início era apenas uma tentativa, passou a se tornar uma terapia e um desafio. O Luiz sempre teve muita dificuldade para aprender, mas nunca desistiu.
Depois de alguns meses, sentindo-se mais seguro de si, passaram a frequentar mais bailes e começaram a pôr em prática o que aprendiam juntos na academia. Nessas idas a bailes, começaram a conhecer outras pessoas, entre eles os professores Silas, Regina e Sergio Castro, e então passaram a frequentar, mensalmente, os bailes deles.
Pelo fato da Penélope gostar muito de samba e até então não terem aprendido, passaram a ter aulas particulares com o professor Sergio Castro. As aulas do professor, aliada à ajuda dos amigos Fabinho, Elaine e Ana (esposa do professor Sergio Castro), aumentaram em muito o conhecimento dos dois sobre técnicas e passos do samba.
quando surgiu a idéia...
Com o passar do tempo, o Luiz e a Penélope acharam que já era hora de tentar dar um passo importante. Foi então que o Luiz começou a pedir aos amigos que organizavam bailes fichas para fazer parte do grupo de dançarinos e começar a ganhar dinheiro com o que estava aprendendo.
Não foi tão fácil quanto eles esperavam, pois no primeiro pedido já levaram um "Não", com a desculpa que ele ainda tinha muito o que aprender. Porém, o professor Sergio Castro resolveu dar um voto de confiança e deixou que ele fizesse parte do grupo de dançarinos. Eles ficaram muito contentes, porém não esqueceram da frase dita pelo professor ao Luiz: "Faça o que você aprendeu, não invente nada e não tente copiar os outros.". Essas palavras serviram como lição, até hoje.
Em julho de 2002 tiveram a vontade de fazer seu próprio baile e começaram a idealizar como seria. O Luiz, que é corretor, sempre trabalhou com estratégias e usou isso a favor dele. Foi quando, em agosto de 2002, no baile do Sergio Castro, começaram a anunciar seu primeiro baile de dança de salão. O baile seria no 1º sábado de outubro no G.R.E.S. Arranco do Engenho de Dentro.
e começaram os bailes...
Em outubro de 2002 começava o primeiro Baile da Penélope de Dança de Salão. Todos estavam ansiosos, porém o Luiz e a Penélope estavam tensos. Algo novo os esperava! Não sabiam como iria ser! E já haviam assumido compromissos e dívidas. Contudo, contaram, mais uma vez, com a mão amiga do Sergio Castro, que foi seu primeiro DJ.
Luiz e Penélope inventaram de dar uma rosa a cada mulher que comparecesse ao baile e sortear alguns brindes aos frequentadores. E isso deu certo! Conseguiram cativar as pessoas e ganharam a simpatia das mesmas.
e com isso, as dificuldades...
Os três primeiros meses foram bons e não tiveram prejuízos, porém não tiveram essa sorte nos demais. A frequência começou a cair, pois o local não possuía estrutura adequada para realizar o baile: o piso era de cimento e tinha muitos buracos.
Vendo que o sonho de ter um baile estava "indo por água abaixo", eles resolveram que parariam os bailes mensais para que não tivessem prejuízos. Foi quando, após conversar com a Penélope e a mesma incentivá-lo a não desistir, Luiz foi conversar com Tânia e Helena (duas amigas). Então, os dois tomaram coragem e não desistiram dos bailes. Essas amigas tornaram-se anjos na vida dos dois (apelidadas carinhosamente por eles como Musa), pois com muito carinho disseram: "Vocês não podem desistir. Vocês vão vencer todos os obstáculos porque merecem. Tirem pensamentos ruins e deixem tudo nas mãos de Deus.".
Decidiram continuar o baile, porém as coisas não caminhavam da forma como gostariam. Em maio de 2003, foram surpreendidos pelo presidente da agremiação, que comunicou que no mês seguinte (junho) o baile não poderia acontecer, pois a quadra havia sido cedida para uma festividade. Mesmo sendo uma "rasteira da vida", puderam avisar aos frquentadores com antecedência.
Mas uma outra "rasteira" foi dada quando em julho do mesmo ano, a direção da agremiação telefonou para o Luiz, na semana do baile, avisando que a quadra havia sido, mais uma vez, cedida para uma festividade e que o baile não poderia acontecer. Foi então que "a casa caiu". Como avisar aos frequentadores, se já era quarta-feira e o baile seria no sábado?
Desesperado andando pelas ruas, em direção ao seu carro, Luiz passou em frente a um salão de festas todo rosa. Ele parou, ficou olhando e sentia que alguma coisa o "empurrava" para aquele lugar. Ele deixou o carro e dirigiu-se ao salão que chama-se Salão de Festas do Rafael.
Mesmo achando que não teria muita chance, tocou a campainha e a Sra. Percilia (proprietária do local) veio atendê-lo. Ainda com os olhos avermelhados de tanto chorar, pediu para entrar e contou a ela o que estava acontecendo. A Sra. Percilia foi muito educada e carinhosa, dando-lhe um copo d'água e explicando que há um tempo atrás havia tentado fazer um baile da 3ª idade ali naquele local, mas que não havia dado certo. Pegou sua agenda e disse: "Esse sábado estamos livres. Quer fazer seu baile aqui?".
E foi assim que começaram a fazer o baile no Salão de Festas do Rafael. E como sempre gostavam de inovar, contrataram um tecladista e vocalista, Jorge Roberto, para animar o baile. No dia do baile, a Penélope foi para o salão de festas e o Luiz ficou parado na porta do G.R.E.S. Arranco do Engenho de Dentro, para encaminhar as pessoas para o novo local (que ficava próximo). Depois de 2:30min na porta da agremiação, o Luiz trocou de lugar com sua sogra e encaminhou-se para o salão para ver como estava o baile.
Ao chegar no salão, sem saber o que iria encontrar, Luiz foi recebido por um salão cheio e com uma salva de palmas por todos. Ele e Penélope se abraçaram e a única coisa que ela conseguiu dizer foi: "Nós conseguimos, Deus nos ajudou!".
Ao final de tudo, sem querer, fizeram uma surpresa para todos, pois trocaram o ambiente e passaram de DJ para música ao vivo. Querendo ou não fazer um mal, a "rasteira" só fez o bem!!!
A partir de então, os bailes passaram a ser no 2º domingo de cada mês. O baile foi crescendo de tal forma que começou a ser conhecido nas rodas dos dançarinos. E assim seguiu-se até dezembro de 2005, pois os proprietários do salão de festas já haviam avisado com antecedência que o local seria alugado.
e finalmente... A Vitória!
Luiz e Penélope fecharam contrato com o Social Clube Marabú para começarem em janeiro de 2006. O clube passava por uma grande reforma que, infelizmente, não terminou até a estréia do baile. Como esperado, a frequência caiu um pouco, mas os amigos nunca deixaram "a peteca cair". Em junho as melhoras começaram a aparecer e o com isso, o público começou a voltar.
Como sempre, o baile começou com as novidades: além do tecladista, passou a fazer parte do baile a Banda Classe A. E assim conquistaram os amigos antigos e agregaram novos amigos ao baile. Conseguiram realizar o sonho de ter o baile mensalmente.
E assim segue-se a história de Luiz e Penélope, dois lutares que contaram sempre com a ajuda dos amigos e que têm o orgulho de olhar para trás e dizer: "Nós conseguimos, Deus nos ajudou!".
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